Sábado, 28 de Janeiro de 2012
Momento.
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Quando te volto a ver? Os teus olhos colam nos meus. São castanhos levemente tingidos por um verde desconhecido. São penetrantes. Procura respostas para o silêncio súbito, para a gargalhada inacabada, para o inédito corar das maças do rosto. O mundo torna-se um borrão e uma epifania dá-se. Vejo o primeiro dia novamente defronte de mim. O sol desaparecia no mar e uma pequena brisa quente despenteava o cabelo. Irritada pelo alisamento ter sido em vão, entro com um mau humor na sala porém poucos reparam na minha entrada. Encosto-me a um canto e avalio cada um dos presentes. Duas raparigas loiras gargalhavam sobre uma piada contada por uma terceira rapariga, baixa de cabelos encaracolados. Num mesa paralela, um rapaz de ar indiano está sentado de costas para os pais. O olhar pousava no infinito dos átomos do ar. Uma aparentemente tranquilidade inspirava-me confiança. Sabia, desde daquele momento, que gostava do tipo. Numa outra mesa, encontrava-se mais um grupo de raparigas. Não falavam. Supôs, portanto que não se conheciam. Teriam 15 anos se muito. No balcão do café, encostada encontrava-se um casal com uma filha portadora de beleza exótica. Anoréctica de olhos azuis esverdeados conforme o angulo da luz, cabelo castanho aloirado do sol da praia, tinha uma aureola de intelectual. Falava um fluente inglês irrepreensível com a professora encarregue do grupo. Prestei atenção a cada palavra pronunciada. Estava de tal forma concentrada no dialogo nem reparo que mais uma dúzia de pessoas tivera entrado e preenchido por completo o bar. Um suspirar profundo, mesmo perto da minha nuca, arrepia-me a pele desde a ponta do cabelo até ao mais intimo do meu ser. Desculpa!, sussurra uma voz aveludada. Ignoro, porém sou atraiçoada pela curiosidade mórbida de saber o possuidor de tal voz sedutora. Com vista a uma posição que me desse um plano do individuo que me assustara minutos antes, questiono a minha mãe sobre as implicações que teria o meu afastamento do seio familiar. Enquanto ela enumerava as consequencias, o meu olhar prendeu-se no sujeito que estava um ou dois metros de distancia. Estava descontraidamente encostado à parede a mandar uma mensagem no seu Samsung Touchscreen. Era alto e moreno. Tinha uma barba de três dias irresistível e a idade seria 17 anos? Talvez mais. Deveria ser tímido pela postura introvertida. Não daria o primeiro passo numa conversa sem que conhecesse a pessoa a que se dirigia minimamente bem, portanto. Não tinha os músculos excessivamente desenvolvidos logo não era praticante de nenhum desporto activamente. Era magro ainda assim. A voz da responsável por aquele encontro entoa na sala dando inicio à reunião. Por mais que tentasse concentrar-me nas palavras pronunciadas pela senhora anafada e de óculos na ponta do nariz, o olhos fugiam para o dito indivíduo. Desta vez, sou correspondida no olhar. Não era um olhar provocador nem feroz. Era agradável. Um sorriso desejava aparecer nos meus lábios mas o medo por más interpretações fez-me reconsiderá-lo. Baixei o olhar. Despedi-me dos meus pais. Confiante, peguei na mala de viagem e coloquei-me na fila. Ao bocado não tive tempo de me apresentar. Sou o N. Afinal, não era tímido. E, porra, era alto para caraças. Sou a Copo, prazer. A voz saiu rouca, longe do meu tom. Seria da surpresa da atitude dele? Não tive tempo para reflectir. Rapidamente estabeleceu-se um dialogo amigável entre nós. E assim perdurou durante os dias seguintes. De volta à realidade do hoje, ele encontrava-se a um palmo do meu rosto. Então, até daqui a um ano? Sorri maliciosamente. Só se o desejares, Copinho.



copodeleite às 23:30
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(15):
De тιago a 3 de Fevereiro de 2012 às 21:42
qual pormenor?


De a 30 de Janeiro de 2012 às 18:54
obrigada (:


De alaska violet a 30 de Janeiro de 2012 às 18:54
cm é?


De alaska violet a 30 de Janeiro de 2012 às 18:43
obrigada *o*


De alaska violet a 30 de Janeiro de 2012 às 18:39
olha o meu novo post (:


De alaska violet a 30 de Janeiro de 2012 às 18:31
um dia posto uma foto :D


De martha a 29 de Janeiro de 2012 às 22:53
fazes bem :)
eu agora nestes tempos não tenho tempo para nada.
ora que bom :)
de nada.


De martha a 29 de Janeiro de 2012 às 21:54
fizeste muito bem :) se eu pudesse também tinha feito.
mas divertes-te certo?
sabes gostei tanto do texto que até o vou adicionar aos favoritos, querida :)


De The voice of the heart a 29 de Janeiro de 2012 às 21:39
mesmo


De тιago a 29 de Janeiro de 2012 às 21:12
é.

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não sei, neste momento pelo meu estado de espírito, acho que tudo se resumiria a um namoro forte e apaixonado; provavelmente deverei estar longe da continuação real, não sei.


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