Domingo, 22 de Abril de 2012
Baile e afins. (2)

Como previ, a organização do baile de finalista recaiu sobre a minha pessoa. Fiz tudo por tudo para não interferir, contudo, custou-me assistir ao desmoronar de uma das festas mais importantes da vida de um estudante à minha frente. Nenhuma das minhas colegas admitia que a situação era demasiada para as suas capacidades. Não se coordenavam nem tinham ideias nem deixavam ninguém trabalhar e ser bem sucedido uma vez que tal iria ofuscá-las. Assim, e porque sou parte interessada também, tive de me propor a ajudá-las (não cumprindo a minha promessa de não interferir). Vi nos seus rostos o alivio. Lembro, ainda assim, das suas condições para que participasse na organização e dos olhares de superioridade que me lançaram por quer ser pratica com a situação. Se há um problema, temos de resolver com a solução mais simples e eficaz. Não quero discussões aqui. Ao contrário do que pensaram, não me opus a tudo o que me pediram. Imediatamente inteirei-me do ponto de situação que, naquele momento, estava na estaca zero. Nenhuma presença confirmada, apenas o local já reservado. (a quinze dias do dito dia!) Naquela tarde, convidei os professores que a turma pretendia ter presentes na cerimonia, distribui os estudantes pelas mesas e ainda redigi um esboço do discurso a ser lido nesse mesmo dia. Numa tarde fiz mais que elas em mais de um mês de trabalho. Quantas dispensas de aulas elas tiveram com a justificação ridícula "estamos a tratar do baile"? Estou furiosa, sim!, estou fora de mim, pois sou eu que tive de perder uma tarde da minha vida (mais umas noites desta semana) em prol da organização de um evento do qual nem faço parte da comissão, enquanto, elas, as responsáveis, encontravam-se estendidas nas espreguiçadeiras nos terraços. No final, todas teremos os louvores da organização quando estes apenas me deveriam ser atribuídos. Todavia, vou enterrar o assunto. Não irei se quer pensar nas dores de cabeça que me causaram durante esta semana nem nas discussões desnecessárias entre mim e a minha mãe ocorreram devido a este assunto. Vou perdoar a imaturidade daquelas criaturas, mesmo quando as suas línguas venenosas, neste preciso segundo, dilaceram a minha pessoa. Quero por um fim a esta guerra surda! Estamos na recta final no secundário e, por isso, irei fazer um esforço para esboçar um sorriso genuíno e ser agradável para que não tenha mais desprazeres e não leve más recordações desta turma que tanta saudade me vai trazer. (não delas, mas de outras pessoas)


recortes:

copodeleite às 22:00
link | | (43) |

Encontras...

Créditos

Formspring

Perfil

Visitas
Free Web Hit Counter