Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
ontem.
Sabe bem, após três anos de convívio entre as paredes das salas de aulas, juntarmos a ala feminina num jantar, ato insólito visto todo o passado de intrigas e más línguas inerente aos mais variados feitios que cada uma dispõe. Se a principio havia contenção na conversa, rodava-se assuntos triviais, um certo ar enfadonho em alguns rostos e mais atenção no que os pratos redondos tinham para satisfazer os roncos dos estomagos. Tudo mudou quando a sangria tomou conta de alguns rostos vermelhusco pelo alto teor que já ia no sangue de álcool. A conversa tornou-se pessoal e profunda. Havia quem partilha-se amarguras da vida amorosa e recordações de momentos felizes vividos entre uma ou duas pessoas presentes. Foram desfeitos equívocos e mistérios que sempre tinham ficado suspensos na minha mente do que teria acontecido. As horas avançaram tão certas como a chuva que nos acompanhou na subida da ribeira do Porto. Foi a custo que chegámos aos Aliados já que pelo caminho houve quem tivesse de parar para satisfazer uma necessidade ou para recuperar fôlego com um cigarro. Mais tropeção, menos cochicho, chegou-se ao destino! Aí a noite das gajas, como assim tinha sido apelidada pela ala masculina da turma que poucas esperanças tinha que fosse avante tal jantar, chegou ao ponto alto. Já ninguém falava com receios, os rostos brilhantes salivavam confidencias e perdia-se a conta de quantas vezes se proferia o "prometo que não sairá daqui" ou "nem imaginava que tal tinha sucedido". Contudo, o momento que ficará registado na minha memória é quando revelou-se o que acontecerá semanas antes numa saída da qual os meus pais não me deram autorização ir que o meu nome foi lá chutado diversas vezes e não pelas razões habituais. Isso, sim, surpreendeu-me! Fez da minha noite mágica.


copodeleite às 19:36
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