Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
Destino.

O dia teria começado mais cedo se tivesse consciência do que o futuro lhe reservava. Triasse arranjado por horas sob o olhar atento do espelho. Teria tomado um longo banho na banheira com aquele gel de banho de aroma a ananás, colocado generosamente sobre a pálida pele o creme suavizante e escolhido com atenção a roupa, desde a íntima até aos brincos que adornavam as orelhas. Todavia, o destino não o permitiu. Quis que se desse um encontro por puro acaso. Ora, a pobre moça acordou atrasada sem tempo para domesticar o cabelo com babylissing nem de por um corrector de olheiras para esconder as horas de falta de repouso. Vestiu a roupa que tinha usado dois dias antes estendida sobre a cadeira. Calçou as pantufas UGG e correu para a cozinha para engolir um iogurte líquido gelado. Deu dois beijos na face da mãe que lhe desejou um bom dia. Após uma valente corrida, conseguiu apanhar o metro das oito da manhã. Cansada, fez novamente o calculo matemático e constatou que irremediavelmente iria chegar atrasada ao ponto de encontro. Telefonou à amiga  para avisar a professora que o seu atraso se devia ao despertador tocar tão baixo que os seus ouvidos o ignoraram durante vinte minutos. Quando chegou ao sítio, recebeu um olhar ameaçador da professora. Sentia-se exausta e pouco lhe apetecia percorrer aqueles corredores entre departamento médico em departamento médico. Deixou-se ficar na cauda do grupo, pouco atenta ao que lhe passava em volta. Então, mexa-se essas pernas. Até parece que não quer conhecer a sua futura faculdade!, a voz incrédula pela falta de interesse demonstrado muda de tom, O que se passa? Está tão calada... Murmura o sucedido naquela manhã e os ombros da dita encolhem-se e afirmam. Não é caso para dramas. Agora que aqui está, ponha um sorriso e aproveite o dia. Será memorável. Para alegria da mulherzita, esboçou um sorriso. Poucas forças tinha para tal mesmo que conscientemente tivesse razões para o fazer. Estupidamente estava num dia Não. Suspirou fundo e pediu para ir à casa de banho. Lavou a cara e olhou-se ao espelho. Procurou ridiculamente no seu reflexo o porque daquela apatia. Nada encontrou. Enervada, voltou para junto do grupo sem antes ter sido interrompida por um sujeito. Então, por aqui? Ficou colada ao chão com aquela voz. Não podia ser. Era impossível que ele tivesse aqui mas era ele. Era ele em carne e osso. Olhava-a curioso da sua estupefacção. O que fazes aqui? Não é suposto andares por aqui. Ofendido, tenho tanto direito quanto tu! Ela estava em choque. Ele, incrédulo pela reacção da moça, esperava, no mínimo, um caloroso abraço. Virou-lhe costas e sem coragem mandou-lhe uma mensagem escrita. "O destino voltou-nos a juntar e tu desperdiçaste a oportunidade!" 



copodeleite às 20:30
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(5):
De тιago a 11 de Fevereiro de 2012 às 21:18
só por curiosidade, quantos posts meus já tens nos favoritos?
é que pelo que dizes, já devem ser alguns (:


De тιago a 11 de Fevereiro de 2012 às 17:02
eu percebi ;)
mas quis brincar ironicamente com a situação.


De тιago a 10 de Fevereiro de 2012 às 22:45
eu não diria ser o rei, mas isso só porque não me vejo a mandar em nada.


De Jé. a 10 de Fevereiro de 2012 às 20:45
Então querida? Que encontro foi esse afinal?


De тιago a 10 de Fevereiro de 2012 às 20:41
este texto mostra aquilo mesmo que tu me disseste, 'nem sempre o que fazemos é o melhor para nós'


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