Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
Triste.

Os dias têm sido curtos para a lista de tarefas me vejo obrigada a realizar. É na casa que me prende mais tempo, mas as preocupações ultrapassam estas paredes. Vão além deste bairro e encontram-se nos olhos dos outros, nas amizades que preservo e me preocupo em adubar pois nelas acho o apoio essencial para relativizar os últimos acontecimentos. Infelizmente, não sou a única numa posição difícil e procuro ajudar quem posso. Não tem sido fácil especialmente em relação a uma amiga de longa data. Procuro falar calmamente, exponho os meus argumentos e a previsão das consequencias da sua postura impulsiva e radicalista. Quero que reflicta nos erros que comete em vista de um melhor futuro. Contudo, não tenho ilusões quanto ao meu fracasso. Como amiga, sei da sua teimosia e surdez, da sua preferência pelas sensações alternativas, da ausência de consciência aos meus silêncios tortuosos e olhares penetrantes cheios da razão. Não lhe escondo a minha repugnância pelas suas atitudes mas não lhe nego o meu ombro. Gosto dela e não desisto dela mesmo que gritem aos ouvidos que está na altura certa de o fazer. Para mais, estou cansada. Sinto saudades do passado. Sem gritos pela casa e lágrimas no canto do olho, sem noites frias sob o olhar atento do silêncio da madrugada, sem preocupações com as atitudes mais frívolas do pai ou das alarmantes parecenças comportamentais da minha mãe com o meu falecido avó. Entristece-me as discussões travadas nos últimos dias. Enjoa-me as críticas com pouca pinga de consideração pelo que abdiquei da minha vida no passado recente. Coloquei sempre a minha família em primeiro plano. Não me arrependo. Se voltasse atrás voltaria a fazê-lo sem rancor algum, todavia, custa sermos visto como o rapaz do fundo da rua, sem reconhecimento pelo sacrifício ou consideração. Enquanto, todas as pessoas notam a ausência do meu sorriso e do brilho dos meus olhos, a falta de apetite e a minha inclinação maior para a reclusão, à quem me pregue aos sete ventos que a minha mania de chamar à atenção é assim demonstrada, uns arriscam mesmo que é arrogância. Enganam-se redondamente. Estou simplesmente triste.



copodeleite às 21:15
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(14):
De funeraire. a 16 de Janeiro de 2012 às 08:53
Oh minha querida, apesar de ter estado algo ausente dos blogs, isso não me impede que desgostar de te ver triste. Como eu queria colocar-te um sorriso nos lábios!
E apesar de tudo, digo-te que podes contar comigo, para tudo: para alegrar-te, para desabafares ou para te dar simplesmente um abraço e até mesmo para te dar um ombro para chorares. Para tudo mesmo.
*dou-te um abraço virtual*


De lou a 15 de Janeiro de 2012 às 09:51
acho que o meu mal foi o de fazer tudo sem colocar a família em 1º plano


De Jessie Bell a 14 de Janeiro de 2012 às 22:18
eu sou sempre querida, peach. Só que, por vezes, a estupidez ultrapassa a "queridez"


De The voice of the heart a 14 de Janeiro de 2012 às 20:56
obrigado querida, mas ninguém pode.. aliás só uma pessoa :'c


De alexis a 14 de Janeiro de 2012 às 19:40
não é preciso agradecer....
contudo sejam muitas ou poucas palavras podes contar comigo.
beijinho


De Rian‡ a 14 de Janeiro de 2012 às 19:02
é mesmo


De alexis a 14 de Janeiro de 2012 às 18:42
estive a ler o teu texto, e se queres que te seja sincera não sei bem o que te diga, quando me deparo com situações assim fico como que sem palavras. contudo se precisares de falar e de desabafar eu estou aqui e podes dizer.
beijinho


De alexis a 14 de Janeiro de 2012 às 18:38
é bastante porque não sei o que lhe dizer.


De The voice of the heart a 14 de Janeiro de 2012 às 18:37
na mesma :/


De The voice of the heart a 14 de Janeiro de 2012 às 16:37
espero que sim (:


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