Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Cartas para Júlia. (2)

Esqueço-me de ti e das cartas, Júlia. Não será desculpa enumerar a quantidade infinita de apoquentações neste 2012 em apenas uma meia dúzia de dias, restando pouca ou nenhuma paciência para uma escrita digna de a poder enviar-te. Aqui mostro, mais uma vez, a minha fraqueza. Deveria ser superior aos problemas mundanos desta sociedade. Não deveria preocupar-me com os outros quando os mesmos não pretendem ser sequer ajudados. Preferem a sua vida, mesmo a descarrilar, sem um pingo de dignidade nem vergonha para puder mudar. É o puto do orgulho que os torna cegos das loucuras que fazem. Tornam-se prisioneiros dos erros, voltando incessantemente a comete-los considerando-os, inclusive, bons actos. Porém, que moral tenho após uma noite de euforia ontem? Sem esperanças de um retorno ao estado emocional anterior após tanta experiencia vivida sem reservas, apenas posso escrever sobre a apatia que vai em mim. Mesmo com a minha mãe visivelmente melhor, sem costuras nem consultas diárias ao hospital, a minha preocupação e o nervoso miudinho matam-me lentamente. É com um esforço sobre-humano que a deixo sozinha em casa e me desloco para as aulas. Tudo passa sem dar conta aí. Os minutos dão lugar aos segundos e as horas aos minutos. Tudo em meu redor é um borrão. Caso não fosse os meus colegas, os dias seriam todos iguais sem nada a lembrar. Correm meio mundo para me arrancar deste estado de letargia um sorriso...e bem que conseguem. E é aí que reside um pouco da minha felicidade infecunda pois mal os meus olhos pousam na casa geminada de portões prateados, o sorriso esbate-se e o olhar humedece. Repito umas quantas charadas com o objectivo de deixar-me de idiotices. Não resultam mas aventuro-me. As tarefas domésticas já são um hábito e nem questiono o meu pai se ele pretende ajudar-me. A resposta seria inequivocamente mal-educada e o seu conteúdo um misto de raiva e delírio. Aprendi apreciar a solidão e silencio. Dão-me tranquilidade de espírito necessária para meditar sobre os meus actos. Quantas vezes já me perdi nas minhas deambulações de enredos fictícios? são um consolo, enfim! Todavia, ontem já as horas eram bem tardias, uma pequena troca de palavras trivial acordou-me desta apatia: Ele ainda não te esqueceu!, apontado com o copo de cerveja em direcção a um vulto. O meu olhar pretendeu-se em cada centímetro daquele homem e, bem, nada de bom poderia ter saído daquela revelação. Continua alto. Tão alto que necessito de me por em bicos de pés e ele curva-se para lhe puder chegar ao rosto. Mantém uma tez escura e uma barba de três dias. Os olhos num intenso verde ofuscam a negra noite e torna-se naquilo em que me apaixonei. Bem, fugi dos seus encantamentos mas sem resultado, nada provirá de bom dos nossos possíveis futuros encontros. Irei arriscar, pois não nego um desafio.

Bem, até um dia.

Copo



copodeleite às 22:45
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(24):
De Jé. a 13 de Janeiro de 2012 às 21:11
Sao os meus avos que sao parvos.


De Jessie Bell a 13 de Janeiro de 2012 às 21:05
também :)


De Jessie Bell a 13 de Janeiro de 2012 às 19:07
Bem, talvez... Espera para ver ;) Tudo bem?


De Jé. a 12 de Janeiro de 2012 às 21:15
Vou para França..


De Jessie Bell a 10 de Janeiro de 2012 às 18:18
obrigada, se bem que e um pouco exagerado x)


De Teresa Isabel Silva a 9 de Janeiro de 2012 às 09:33
Ah oki oki
Pensei que ás vezes fosse uma personagem de ficção a quem mandasse cartas, tipo rubrica no blog ou assim...

E então como estfás?

Bjxxx


De alaska violet a 8 de Janeiro de 2012 às 10:17
eu era, até pintei o meu de vermelho (x


De Teresa Isabel Silva a 8 de Janeiro de 2012 às 09:28
será que posso perguntar quem é a julia?
Hum este teu post deu-me uma ideia...

Bjxxx


De Jessie Bell a 7 de Janeiro de 2012 às 23:52
beijinhos e desculpa por toda a parvoíce.


De Jessie Bell a 7 de Janeiro de 2012 às 23:49
omg! I feet in, for the first time in my life.


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