Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
Halloween.

O sol afastava-se da imensidão do mar. Perto seriam horas do pequeno-almoço. No entanto, pouca fome havia no estômago. Seria dos poucos dias que tal lhe acontecia. A chuva teimosa continuava a latejar nas suas roupas, nos passeios e na terra. Chamam o meu nome, a cara vira-se instantaneamente. Vêm!, agarra a minha mão, puxa-me para si. Rio-me! Não estaria bem, com certeza, mas a chuva sempre me fascinou. Vais ficar constipada!, entrelaça as mãos. Riu-me inconsciente já das acções. Tira-a daí!, diz a voz dois tons acima do comum da amiga de longa data, Vêm para aqui, não chove! Eu quero a chuva, repito, não gosto dos humanos! Olham-me escandalizados, ambos, de olhar fixo na minha cara. Teríamos de explicar que a condição humana é uma raça corrompida pela inveja e pela impiedade. Mal à primeira oportunidade, matam-se uns aos outros, silenciosamente, pelas línguas venenosas. Ó como elas perfuram o coração ingénuo de quem acredita nos humanos ainda. Era assim que o meu coração estava, partido. Foi ela, amizade de anos, que me matou? Depositei confiança nela sem pensar que podia ser atraiçoada pelas costas. E agora?, pergunto-me, Que farei sem ti?

 

Estou de cama. Apanhei uma valente gripe.



copodeleite às 14:00
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(33):
De Jessie Bell a 7 de Novembro de 2011 às 21:05
ok x)


De Jessie Bell a 7 de Novembro de 2011 às 21:00
Podes publicá-lo :x Acho que não tem nada de mal e estou curiosa


De Jé. a 7 de Novembro de 2011 às 20:41
Obrigada :D
A serio nao deixes nunca de escrever. Escreves tão, mas tão bem :o
Beijinhos ^^


De G a 6 de Novembro de 2011 às 15:12
as melhoras :)


De Inês Tavares a 6 de Novembro de 2011 às 12:50
Já estás melhor querida? (:
beijinhos


De тιago a 5 de Novembro de 2011 às 20:49
parece que é uma opinião generalizada então (:


De Jessie Bell a 5 de Novembro de 2011 às 18:45
Dizem que a esperança é última a morrer. Mas, e quando essa morre? O que é que resta? Estou farta de esperar por algo que nunca, num milhão de anos, vai acontecer. Simplesmente pela minha covardia desmesurada. Porque ninguem vê para la de um sorriso mal esboçado. Toda a gente acha que eu sou esta pessoa com a qual eu nao me identifico.
Havia esta pessoa... Foi a única pessoa que um dia me percebeu. Me compreendeu de verdade e, num breve momento, me descreveu em tão poucas palavras que até doeu: "Tu na verdade és muito mais sensível do que demonstras, não é? Porque é que tu tens tanto medo de mostrares a pessoa magnífica que tu és?". E agora essa pessoa foi-se embora. Não vai voltar mais. Essa pessoa dava-me força. Dava-me esperança de que, algum dia, alguem da minha idade, alguem de quem eu gostasse, me compreendesse realmente. Mas, agora, agora nao tenho ninguem. Tenho medo, porque nunca ninguém se vai aventurar o suficiente para encontrar a pessoa que eu realmente sou. Porque ninguém se esforça por uma simples rapariga com um sorriso torto e com os olhos baços. Ninguém quer saber. E mesmo que algum dia, por milagre ou ação divina, encontre alguém temo que a pessoa pela qual essa gente se vai apaixonar, não vá ser eu, mas o que eu aparento ser. E, por isso, eu afasto-me. Recuo em silêncio e volto a unificar a muralha que me protege do meu próprio mundo. Volto a ser a rapariga estranha, mas engraçada. Aquela com quem ninguém realmente quer estar e talvez só por pena ou piedade convivam...
A solidão da minha própria mente assusta-me acima de tudo.


De Jessie Bell a 5 de Novembro de 2011 às 16:51
A serio. Esquece. Nao ias perceber. Ninguem percebe...


De Jessie Bell a 5 de Novembro de 2011 às 16:42
Não se trata disso. Esquece...


De Jessie Bell a 5 de Novembro de 2011 às 16:29
Sabes o que e que e ainda mais triste? Eu ja nem fico desiludida... Sinto que já nem tenho o direito de esperar nada, de ninguem... E se calhar, nao tenho mesmo...


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